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Opiniões Tricolores:
Sexta-feira, Maio 21, 2004
Posted
6:18 PM
by MARQUES DE POMBAL, REPÓRTER
DESAFIO FLUTEBLOG Teste seu poder de adivinhação e descubra qual é a porta que irá te levar a mais espetacular, grandiosa, sensacional, eletrizante e maravilhosa surpresa do ano.
Opiniões Tricolores:
Quinta-feira, Maio 13, 2004
Posted
5:20 PM
by MARQUES DE POMBAL, REPÓRTER
Futebol de Mesa - Campeonato Interno - Taça Chico Buarque de Hollanda
DEFINIDOS OS GRUPOS DA SEGUNDA FASE Foram disputadas as últimas partidas da 1ª fase, definindo os triangulares que apontarão os semifinalistas da competição:
Grupo A: Rodrigo, Rosenildo e Fernando Simone
Grupo B: Reynaldo, R. Fernandes e Rafael Assunção
Grupo C: Márcio, Luiz Claudio e Antonio
Grupo D: Felipe, Rafael Brito e Guilherme ROSENILDO, R. FERNANDES, ANTÔNIO E GUILHERME LARGAM NA FRENTE Os jogos da primeira rodada da segunda fase já foram disputados e Guilherme foi o destaque, assumindo a liderança do Grupo D, ao vencer Rafael Brito por um elástico 6 x 0.
Pelo Grupo A, Rosenildo venceu Fernando Simone por 2 x 1. Pelo Grupo 3, Rafael Assunção não suportou as dores em sua mão direita e não jogou sua partida contra Ricardo Fernandes, perdendo assim por WO. Terminando a rodada, Antônio conseguiu um excelente resultado, goleando Luiz Claudio por 5 x 2, dando um enorme passo para conseguir a classificação no Grupo C.
Opiniões Tricolores:
Sexta-feira, Maio 07, 2004
Posted
12:26 AM
by MARQUES DE POMBAL, REPÓRTER
Futebol de Mesa - Campeonato Interno - Taça Chico Buarque de Hollanda
"O MEU PAI É BOTONISTA,
MEU AVÔ, PERNAMBUCANO,
O MEU BISAVÔ MINEIRO,
MEU TATARAVÔ BAIANO..." TAÇA CHICO BUARQUE DE HOLLANDA JÁ TEM OS SEUS DESTAQUES Grupo 1: DEFINIÇÃO DOS 3 CLASSIFICADOS SOMENTE NA ÚLTIMA RODADA "O que será, que será..." Este é o Grupo mais equilibrado do campeonato, pois todos ainda tem plenas condições de passar para a segunda fase. Antônio leva uma pequena vantagem no saldo de gols, tendo ainda dois jogos pela frente. Ricardo Fernandes e William, que estão logo atrás, disputam apenas mais um jogo. Para completar o Grupo estão Rodrigo e Marquinhos, que mesmo ocupando as duas últimas posições, dependem apenas de suas próprias forças para conseguirem a classificação.
1º - Antônio: 4 pontos, 2 jogos, Saldo 1
2º - R. Fernandes: 4 pontos, 3 jogos, Saldo 0
3º - William: 4 pontos, 3 jogos, Saldo -1
4º - Rodrigo: 3 pontos, 2 jogos, Saldo 1
5º - Marquinhos: 1 ponto, 2 jogos, Saldo -1 Grupo 2: LUIZ CLAUDIO E REYNALDO GARANTEM CLASSIFICAÇÃO "A gente vai levando, a gente vai levando..." Luiz Claudio e Reynaldo não encontraram dificuldades para conseguirem a classificação antecipada para a segunda fase da Taça Chico Buarque de Hollanda. Com a vitória sobre Guilherme, e beneficiado com os WOs sobre Geraldo e Fernando, Luiz Claudio assumiu a liderança do Grupo com 9 pontos. Reynaldo venceu Geraldo com facilidade e também foi beneficiado com o WO sobre Fernando para garantir a vaga na próxima fase sem o menor problema. A terceira e última vaga deverá ser de Guilherme, que precisa apenas de um empate com seu irmão Fernando para conseguir a classificação.
1º - Luiz Claudio: 9 pontos, 3 jogos, Saldo 6
2º - Reynaldo: 6 pontos, 2 jogos, Saldo 8
3º - Guilherme: 3 pontos, 2 jogos, Saldo 0
4º - Fernando: 0 ponto, 2 jogos, Saldo -4
5º - Geraldo: 0 ponto, 3 jogos, Saldo 9 Grupo 3: FLÁVIO É O ÚNICO ELIMINADO "Bye bye, Brasil..." Este Grupo também está bastante equilibrado, e apenas Flávio não tem mais chances de classificação. Fernando Simone, aproveitando que era dia de seu aniversário, assumiu a liderança do grupo, com 5 pontos ganhos em três jogos disputados. Rafael Brito e Márcio vem logo atrás com 4 pontos ganhos, mas com apenas dois jogos disputados. Villano está em quarto lugar, com 3 pontos ganhos, mas com mais dois jogos pela frente, tem totais condições de conseguir a classificação.
1º - F. Simone: 5 pontos, 3 jogos, Saldo 2
2º - Rafael: 4 pontos, 2 jogos, Saldo 3
3º - Márcio: 4 pontos, 2 jogos, Saldo 1
4º - Villano: 3 pontos, 2 jogos, Saldo -1
5º - Flávio: 0 ponto, 3 jogos, Saldo - 5 Grupo 4: RAFAEL ASSUNÇÃO, COM A MÃO ESQUERDA, LIDERA O GRUPO "Agora eu era herói..." Rafael queria apenas cumprir tabela. Jogou com um time emprestado, com a mão esquerda, pois a direita ainda está imobilizada, e mesmo assim se deu bem. No sufoco, conseguiu a vitória sobre Sarmento, e beneficiado com a falta de Armando e a derrota de Felipe para o próprio Sarmento, assumiu a liderança do Grupo. Felipe também está com 6 pontos, mas já disputou 3 jogos. Rosenildo e Sarmento vem logo atrás com 3 pontos. Vantagem para Rosenildo que ainda tem dois jogos pela frente. Armando está em último com duas derrotas e está praticamente eliminado.
1º - R. Assunção: 6 pontos, 2 jogos, Saldo 3
2º - Felipe: 6 pontos, 3 jogos, Saldo 2
3º - Rosenildo: 3 pontos, 2 jogos, Saldo -1
4º - Sarmento: 3 pontos, 3 jogos, Saldo -1
5º - Armando: 0 ponto, 2 jogos, Saldo - 4
Mais Chico...
Pasquim, 1970
Sérgio Cabral, Jaguar, Fortuna
Sérgio Cabral - Fala do seu disco se vai sair. Como é que vai ser?
Chico Buarque - Bom, são doze músicas novas. Aliás, eu não ouvi o disco ainda. Algumas coisas eu gravei em Roma antes de ser orquestrado. Eu gravei lá só com o meu violão e a bateria pra depois ser orquestrado aqui. O resultado final eu não sei qual é, mas sei lá, eu gosto bastante.
Sérgio Cabral - Todas as músicas do disco foram feitas em Roma?
Chico Buarque - Todas menos uma que eu tinha feito com o Tom antes. Chama-se Pois é, aliás o título eu não sei se ficou esse mesmo. As outras são uns trechos daquele espetáculo que o Flávio Rangel montou em clima do Romanceiro da Inconfidência. Aliás, a Nana já tinha gravado um trecho dessas músicas. As outras dez músicas são novas, feitas em Roma. Tem também Gente Humilde que a letra foi feita em Roma, Vinícius e eu fizemos, mas a música é antiga.
Sérgio - A música é do Garoto, não é?
Chico Buarque - É do Garoto.
Sérgio - Tem uma música que você fala do Fluminense, uma brincadeira com o Ciro Monteiro, como é que é essa história?
Chico Buarque - É que o Ciro ameaçou mandar uma camisa do Flamengo pra minha filha. Disse que é uma coisa que ele faz sempre que nasce filho de amigo, mas acho que ele não encontrou portador e acabou não mandando a camisa. Aí eu fiz a música de resposta, dizendo que ela recebeu a camisa, trocou as cores e teve a sabedoria de se tornar tricolor desde tenra idade.
Jaguar - Você que adora futebol, qual é o Fluminense da Itália?
Chico Buarque - Fluminense na Itália não existe. Lá, eu torço pra Florentina, mas não tem nada que ver. Torço, mas sem entusiasmo. Esse ano eu estou torcendo para o Cagliari porque a Florentina está fora do páreo. Então eu estou torcendo furiosamente pela Cagliari por uma questão de mérito e depois pelo Nenê, que joga no Cagliari, um brasileiro que joga pra burro.
Sérgio - É o Riva, não é?
Chico Buarque - E o Riva, que é excepcional. O Cagliari é um time pequeno, como se fosse um São Cristovão, e conseguiu montar um time de primeira. A maioria com refugos como o Nenê, que foi mais ou menos jogado fora pelo Juventus, e montaram um time muito bonzinho.
Jaguar - Como é que funciona esse time que você joga lá? Esse time de pelada. Vocês disputam campeonato ou é só com o pessoal da rua mesmo?
Chico Buarque - Eu não sei da onde que você tem essa informação porque eu jogo muito no colégio de padres brasileiros, mas tem outro time de futebol, chamado Mentana. Lá é tudo muito sério, inclusive eu só pude me inscrever sendo estrangeiro, porque foi comprovado que o time era completamente amador. No fim das contas era mentira porque num treino me chamaram num canto pra me dar dinheiro. Eu falei: não, não precisa, e tal. Agora, eu nunca cheguei a entrar no time porque eu jogava direito, e tal, mas italiano em geral não joga muito bem, mas eles correm sem parar. Eu jogo assim como Pelé, ponta-de-lança recuado, marco muito gol.
Jaguar - Como o Pelé você também não enxerga direito?
Chico Buarque - Tenho mais essa vantagem sobre ele. Esse negócio de não enxergar é novidade, eu estou sabendo disso hoje. Essa confusão, eu não consegui entender ainda.
Jaguar - A que você atribui a sua barração?
Chico Buarque - Eu que abandonei o time, eu faço questão de dizer isso. Eu estava quase pra entrar no time. Quando houve uma greve de gasolina na Itália durante quinze dias e o time era fora da cidade, então eu não tinha condução para ir. Logo depois nasceu minha filha, aí eu fiquei lá na clínica e não pude ir, aí eu fiquei com preguiça de recomeçar. Eu treinava, eu estava indo lá, duas vezes por semana, fazer individual, ginástica e tudo, porque eu não tinha condições, e não tenho normalmente, pra correr noventa minutos. Mas eu estava chegando lá, aí não deu pra chegar.
Jaguar - Você lançou na Itália o futebol de botão, ou já existia lá?
Chico Buarque - Eu tentei, mas não consegui, porque eles têm um futebol de botão, mas é muito diferente, é muito chato. Eu tentei impor o nosso e eles queriam impor o deles, aí não deu pé.
Fortuna - Como é que é o futebol de botão lá? É futebol de fecho éclair?
Chico Buarque - Não, é com botão mesmo, mas é com peteleco, as bolas são quadradas, são dadinhos. Eu acho o futebol de botão uma coisa muito bacana e a melhor maneira de se jogar é fazer a coisa mais parecida com o futebol de verdade, isso é uma discussão velha e tal, mas lá é a coisa mais diferente. O pessoal dizia: não, mas assim é mais técnico. No nosso futebol os jogadores têm nome, camisa, a bola é redonda, no futebol que a gente joga no Rio. Na Bahia já é diferente, me mandaram uma vez o regulamento deles, é um outro jogo.
Fortuna - Você pode explicar como é o futebol de botão baiano?
Chico Buarque - Eles foram de uma gentileza muito grande comigo, me convidaram para ir à federeção deles e me deram um jogo de times, mas eu não consegui me adaptar. É completamente diferente. Eu acho que eles têm a unha mais dura porque são uns botões muito grandes e em vez de palheta eles usam a unha. É um negócio que só joga um de cada vez. Eles explicaram que isso é mais técnico, que é muito mais fácil do que ficar controlando a bola, mas, sei lá, eu não gostei. Agora eu vou estudar esse negócio de novo porque é uma matéria muito séria.
Sérgio - No campeonato de botão que vocês faziam o negócio chegou a um aprimoramento?
Chico Buarque - Eu faço questão de dizer que eu fui campeão.
Sérgio - Quem participava mais?
Chico Buarque - Três do MPB4, Hugo Carvana, Cláudio Marzo, Eli Halfun, um primo meu, um vizinho do Aquiles do MPB4, o cunhado do Magro do MPB4, eram doze pessoas, e eu fui campeão.
Sérgio - Parabéns. Agora, eu sei que vocês chegaram a um negócio muito sofisticado do ponto de vista de regras e estatutos, tinha lei de passe e uma moeda especial. Como é que era?
Chico Buarque - Isso acabou não sendo desenvolvido porque eu fiz uma excursão com o meu clube, o Politeama, e não deu tempo de organizar toda a coisa. Talvez agora dê, vamos ver. Aliás, por uma questão de honestidade, eu não fui campeão do campeonato, eu fui campeão do torneio início. O primeiro campeonato nunca chegou a ser realizado. Em breve vai ser e nós daremos notícia pr'O PASQUIM.
Opiniões Tricolores:
Domingo, Maio 02, 2004
Posted
9:46 PM
by MARQUES DE POMBAL, REPÓRTER
Futebol de Mesa - Campeonato Interno 
Taça Chico Buarque de Hollanda Na minha opinião, um dos pontos fortes dos campeonatos que disputamos internamente, é a possibilidade de homenagearmos tricolores ilustres, seja do futebol ou não. Agora chegou a vez de Chico Buarque de Holanda.
Eu tinha até pensado em escrever alguma coisa sobre suas obras, tanto na música, quanto na literatura, mas me pediram a palavra. Quando a Érika soube que ele seria o homenageado, ela disse que teria que escrever o texto de qualquer maneira. E quem sou eu para negar?
"Ele morou dois anos em Roma...
Aos oito inventava marchinhas de carnaval...
Foi campeão de futebol de botão várias vezes...
Nasceu no Rio e torce pelo Fluminense...
"A Banda" foi a canção que mais lhe trouxe dinheiro...
Sonhava em ser cantor de rádio e imitava o João Gilberto...
Nada de grandes ídolos do futebol tricolor ou personagens importantes dentro do Clube. Dessa vez o homenageado é um torcedor como todos nós. É, não existe mesmo ninguém melhor pra juntar a cultura brasileira, o Fluminense e o futebol de botão.
Chico Buarque, você precisa saber dessa homenagem!
Carioca de nascença e tricolor de coração. Esse é Chico Buarque, escritor, cantor e compositor que foi criado entre Rio, São Paulo e Roma. Desde 66, quando foi lançado seu primeiro LP, Chico lançou mais 15 discos, fora as trilhas sonoras, peças de teatro e gravações especiais com Caetano e Edu Lobo, por exemplo. Encontrar uma única palavra para resumir a prosa, a poesia e a paixão descritas na obra e na vida de Chico Buarque é tarefa difícil, bem difícil. Compositor de vários personagens, Chico é o poeta do amor, crítico da política, cronista do cotidiano ou do esporte, não importa. Seja moleque em "Brejo da Cruz", mulher apaixonada em "O meu Amor" ou opositor da ditadura em "Apesar de Você", suas canções, seus textos e sua vida vêm sempre embutidas de metáforas. Todas as influências e referências possíveis podem ser encontradas "em" Chico Buarque, o que faz dele disciplina obrigatória para todas as gerações e homenageado mais do que justo para o futebol de mesa tricolor e carioca." Érika
Com os meus botões
O Globo/Estado - 14/06/98
"Tostão me perguntou meses atrás, aqui mesmo em Paris, se o futebol do Denilson lembrava o Canhoteiro (ponta-esquerda do São Paulo que só eu vi jogar, na década de 50). Vinda de quem vinha, aquela pergunta me paralisou. Fiquei postado na praça, sem raciocínio, olhando para o Tostão. Se bem que, quando topamos um craque de bola no meio da rua, vestido à paisana, andando como a gente anda, falando como a gente fala, nós, amadores, sempre nos atrapalhamos. Viramos idiotas.
Certa vez fui apresentado a um antigo centromédio do Santos, o Formiga. Depois de um breve diálogo, o assunto esgotado, sem saber por que continuei a encará-lo. O silêncio se prolongava, incômodo, e ainda encasquetei de colocar a mão no ombro do Formiga. Com o polegar, comecei a pressionar de leve a sua clavícula, e me lembro que ele ficou um pouco vermelho. Então me dei conta de que, pela primeira vez na vida, conversava pessoalmente com um botão.
Formiga tinha sido um dos meus melhores botões, apesar de meio oval, um botão de galalite, vermelho. Na minha mesa, Tostão não chegou a ser botão. Eu já era bem crescido quando ele apareceu, e fica um pouco ridículo fazer botão de um jogador mais novo que você. Botões, para a garotada daquele tempo, eram venerados como ícones, beijados, polidos com flanela, concentrados em caixa de charuto e inegociáveis. Pois bem, vi o Tostão deslizar nos gramados e, sem querer desmerecê-lo, era mesmo um homem com braços e pernas. Nem por isso há de nascer um centroavante que se lhe compare, como nunca haverá ponta-esquerda semelhante ao Canhoteiro que só eu vi jogar.
Desde já discordo de quem, concordando comigo, sustenta que o futebol era muito mais bonito no passado. Ao contrário de nós mortais, que éramos todos mais bonitos no passado, os craques do passado são ainda melhores hoje. Penduraram as chuteiras, mas na permanente edição da nossa memória vão produzindo novos lances memoráveis. Posso vê-los sempre de uniforme, uniformes diferentes uns dos outros, num vestiário com o teto cheio de chuteiras penduradas. Reúnem-se em torno do técnico, ouvem a preleção em silêncio, mas não prestam muita atenção. Dispensam alongamentos, entram em campo e já começam a jogar. Não dão entrevistas. Não fazem cera, não atrasam a bola, não cobram lateral, não ficam na barreira, faz cada qual o que lhe dá na telha. E no entanto exibem um belo conjunto, mantendo-se invictos há anos e anos, mesmo porque contra eles não há quem se atreva a jogar.
Me vendo de boca aberta, naquela tarde gelada, o Tostão não fazia idéia dos gols que continua a marcar dentro da minha cabeça. "Ele te lembra o Canhoteiro?", perguntava o Tostão, e de cinco em cinco minutos a pergunta me rebate no ouvido como um gongo, enquanto vejo o Brasil jogar no Stade de France, sem Denilson. Há o grande Rivaldo, seu estilo de ema, há o nosso Ronaldinho, de quem tudo o que se diz não basta, e há um oco. Sim, a ausência do Denilson agora me lembra exatamente o Canhoteiro, cuja camisa Zagallo usurpou na Copa de 58, privando o planeta de ver o que só eu via. Estamos no segundo tempo, Brasil e Escócia um a um, e já me pergunto se, barrando o Denilson, Zagallo não pretende barrar o Canhoteiro de novo, 40 anos depois. Maldade minha, claro, pois eis que o Denilson entra em campo, recebe a bola rente à lateral esquerda, passa zunindo por dois escoceses e toca para o meio, de calcanhar. A jogada foi bem em frente à minha cadeira, permitindo-me ver até o branco dos olhos do Denilson, e não direi o que se passou naquele instante com a fisionomia dele. Não direi de quem era a figura que vi num relance, vestindo a camisa 19, porque nem eu próprio acredito nessas coisas. Mas alguma coisa os escoceses também viram, e ali se assombraram, e se atarantaram, e perderam a pouca cor que têm, e bateram cabeças entre si e fizeram um gol contra. É um garoto, o Denilson, e imagino o que será seu futebol daqui a mais ou menos 30 anos, quando estarei abarrotado de memórias. Seu drible na corrida, calculo que possa chegar a algo como a velocidade do TGV Paris-Nantes, embora jamais à do Canhoteiro. Babando de antemão, me vejo a lembrar o Denilson adiantando a bola na medida certa, feito isca, para surrupiá-la do bico do pé do beque. Verei o Denilson em nova arrancada, como quem corre num parque, e a bola que corre serelepe ao seu lado, quase latindo. Verei o Denilson desviando a bola sem tocá-la, talvez com um assobio - ele tem boca de assobiador. Verei o molejo dele, trançando as pernas diante do próximo adversário, e, de repente hei de ver o drible de corpo. O drible de corpo é quando o corpo tem presença de espírito. Se eu fosse menino, faria do Denilson um senhor botão. De tampa de relógio, acho. Babando de antemão, me vejo a lembrar o Denilson adiantando a bola na medida certa, feito isca, para surrupiá-la do pé do beque." Chico Buarque de Hollanda
O campeonato terá 20 participantes, divididos em grupos de cinco. Os três primeiros colocados de cada grupo se classificam para a segunda fase.
Vamos aos grupos:
Grupo A: Antonio, Rodrigo, Marquinhos, William e Ricardo Fernandes.
Grupo B: Reynaldo, Guilherme, Fernando, Luiz Claudio e Geraldo.
Grupo C: Villano, Márcio, Rafael Brito, Fernando Simone e Flávio
Grupo D: Rafael Assunção, Rosenildo, Armando, Felipe e Sarmento. Fluminense 1 x 0 VascoA equipe que venceu o Vasco (ALELUIA!), terminou com a seguinte escalação:
Fernando Henrique, Leonardo Moura, Odvan, Rodolfo e Junior Cesar; Diego, Juca, Tiago, Maicon, Marcelo e Rodrigo Tiuí, que saiu quase no final para a entrada de Alessandro.
Edmundo fora. Roger fora. Romário fora. Ramon fora. Ironia do destino, ou simplesmente a realidade dos fatos?
Por falar em Edmundo:
"Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa..." Pombos sem Asa
1) Que fase é essa de Ricardo Lopes? O cara está jogando muito, e foi o grande destaque do Fluminense na vitória contra a Acadêmica. Ricardo provou que a segunda colocação na Copa Imperial, Categoria Master Ouro não foi por acaso.
2) Andam falando por aí que Luiz Claudio é o Marciel do Futebol de Mesa. Ele deve ter um padrinho muito forte no Departamento para continuar jogando no time titular.
3) Rodrigo Adão marcando 9 gols numa só partida?
3) Rosenildo coloca o Barrichello no chinelo.
4) Villano, o verdadeiro Rei do Bacalhau.
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