Fluteblog
Opiniões Tricolores:

Quinta-feira, Novembro 25, 2004


ABENÇOADO EL ARREMESSADOR!

Depois de um início de campeonato não muito animador, com apenas 9 pontos conquistados em 18 possíveis, Felipe tinha uma terça-feira decisiva para suas pretenções, tanto no campeonato, quanto na briga pelo ranking. Ele teria pela frente Reynaldo, seu grande rival, Villano, que está rondando as primeiras colocações da competição, e Rafael, que apesar de não estar muito bem na tabela, é considerado uma das forças do campeonato.
Felipe se encontrava na nona posição, até o momento, e teria que conseguir três vitórias nesses três jogos, se ainda quisesse sonhar com alguma coisa.
Em sua primeira partida, encontrou certa dificuldade para vencer Villano: 3 x 1.
O jogo mais importante aconteceu na segunda da noite, a oitava do campeonato. A partida contra Reynaldo seria de vida ou morte para Felipe, pois em caso de derrota, ficaria ainda mais distante da briga pelo título, e já poderia jogar a toalha (e não a palheta) na disputa pelo ranking. E o que poderia vir a ser um jogo tenso, complicado, na mesa foi até relativamente tranquilo. Felipe abriu logo 3 x 0 e depois foi só administrar o resultado. Final 3 x 1 novamentee a diferença entre eles caiu para apenas 3 pontos.
Contra Rafael, a última pedreira da noite. Ao contrário da partida contra Reynaldo, Felipe começou mal. Final do primeiro tempo, 3 x 0 para Rafael. Com este resultado, Felipe se afastava novamente dos líderes, já que Reynaldo vencia Rodrigo com facilidade. Só que ele estava mesmo abençoado. Felipe voltou para o segundo tempo cheio de gás e virou a partida de forma sensacional. Final 5 x 3. Felipe novamente na briga, e o campeonato cada vez mais emocionante.

William, o santo macabro

E se estamos falando na briga pelo título, não podemos nos esquecer de William. O grande líder do Macabro também teve uma noite santa e venceu suas três partidas: Márcio, Rosenildo e Antonio. Com estes resultados, William passou da quinta para a segunda colocação, um ponto atrás de Reynaldo, e passou a ser outro sério candidato a conquista do Troféu João de Deus. Em caso de conquista, e confirmando seu favoritismo no Macabrão, William entrará definitivamente na lista dos cinco melhores do ano.

Vejam abaixo as primeiras colocações do Troféu João de Deus:

1º - Reynaldo: 21 pontos
2º - William: 20 pontos
3º - Felipe: 18 pontos (6 vitórias)
4º - Márcio: 18 pontos (5 vitórias)
5º - Villano: 16 pontos (5 vitórias, saldo 5)
6º - Fernando: 16 pontos (5 vitórias, saldo 4)
7º - Guilherme: 16 pontos (4 vitórias)

William e Villano, os líderes do Macabro


Recorde Mundial!

Atenção galera! Se a competição nas mesas está cada vez mais emocionante, parece que Felipe não encontra mais adversários na briga no arremesso de palhetas.
Felipe, que já está sendo chamado de "El Arremessador", provou que está em excelente forma e bateu seu próprio recorde mundial. Segundo nosso palhecímetro, El Arremessador atingiu a incrível marca de 295 km/hora na partida contra Rafael, deixando claro que piso bom, é piso de borracha.


WO, ser ou não ser? Eis a questão.

Vou tentar esclarecer as dúvidas com relação aos WOs, de uma vez por todas. O que ficou decidido no AI-5 Tricolor foi o seguinte:

A partir deste campeonato, o Troféu João de Deus, o horário limite para chegada passou a ser 19:30 hs., quando deverá começar a primeira rodada, independente de quantas pessoas estiverem presentes. A ordem das rodadas deverá ser respeitada, portanto, os atletas dos jogos 1 a 7 deverão estar presentes. Caso contrário será aplicado o WO. Se for aplicado WO no jogo 3, por exemplo, automaticamente o jogo 8 deverá ser disputado, para que se de sequência ao campeonato. Neste caso, se um dos atletas do jogo 8 não estiver presente, será aplicado WO também. Nos caso de WO nos jogos 3, 4 e 7, antecipamos os jogos 8, 9 e 10, e assim por diante. Para que se jogue o jogo 8, obrigatoriamente temos que ter o resultado do jogo 7, sendo WO ou não. No máximo, eles poderão ser disputados ao mesmo tempo.
Se não me engano, na terça feira, dia 16, dos sete jogos iniciais, apenas dois poderiam ser disputados. Neste caso, WO nos faltantes dos outros cinco. Aí sim seria disputado os jogos 8, 9, 10, 11 e 12. Se qualquer um destes também não pudessem ser disputados, WO também. Sempre respeitando o horário limite, é claro.
E mais, se um atleta tiver certeza absoluta que seu jogo começará apenas às 20:00 hs, nada impede que ele chegue às 19:59. Neste caso não será aplicado WO, pois ele chegou a tempo de disputar o seu jogo. O importante é não atrapalhar o andamento do campeonato.
Outro ponto importante: Se todos os atletas que irão disputar a primeira rodada estiverem presentes no CT às 19:05, nada impede que os jogos sejam iniciados. Sendo assim, os jogos da segunda rodada também serão iniciados mais cedo, e aí quem contar com a sequência de jogos da tabela, e achar que só jogará às 20:00, poderá se dar mal.

Moral da história: Nunca chegue depois das 19:30 hs, e ponto final.


Opiniões Tricolores:

Quinta-feira, Novembro 11, 2004


A benção João de Deus

E começou o Troféu João de Deus, o nosso último torneio do ano. São 20 participantes disputando o título em pontos corridos. O campeão ganhará 42 pontos no ranking, o segundo colocado 34, o terceiro 27, e o quarto colocado 21 pontos.
Já que a vantagem de Reynaldo para Felipe é de apenas 11 pontos, a disputa pelo título de melhor do ano ainda está aberta, e até Rodrigo, que está em terceiro lugar, pode chegar lá.
O Troféu João de Deus serve também como última chance para aqueles que ainda não ganharam absolutamente nada esse ano, e que ainda sonham com uma lembrancinha em nossa tão concorrida festa de final de ano.
Para refrescar a memória da galera, vejam abaixo quem já está garantido na "entrega do Oscar":

Copa Toró: Felipe, JG e Antonio
Taça Branco: Rodrigo, Reynaldo e Rosenildo
Troféu Manoel Shwartz: Felipe, Reynaldo e Guilherme
Taça Chico Buarque de Hollanda: Guilherme, Reynaldo e Rosenildo
Copa Doval: Rodrigo, Felipe e Guilherme
Taça Cafuringa: Rodrigo, Reynaldo e Márcio
Troféu Arthur Moreira Lima: Reynaldo, William e Rafael Assunção
Taça Torben Grael: Felipe, Flávio e Rafael Assunção

Não podemos nos esquecer que o Macabrão também premiará seus três primeiros colocados. Por enquanto William está na liderança, seguido por Villano, e Rosenildo em terceiro.


Reynaldo já está na frente

As três primeiras rodadas do Troféu João de Deus mostraram que Reynaldo não quer mesmo dar sopa para o azar. Venceu seus três jogos (Antônio, Armando e Prata), e já assumiu a liderança da competição, seguido por Villano que também está com 100% de aproveitamento. Villano só fica atrás no saldo de gols.
Além de assumir a liderança, Reynaldo ainda vibrou com os tropeços de seus adversários diretos na briga pelo ranking. Rodrigo caiu logo na primeira rodada. Vitória de Flávio por 4 x 3.
Felipe também se deu mal. Ele foi simplesmente exorcizado por Márcio em sua partida de estréia (6 x 0). Aliás, neste jogo, Felipe conseguiu bater o grande recorde no arremesso de palhetas. Ele atingiu a incrível marca de 273 km/hora, superando a marca de Marquinhos, de 261 km/h.

O Olodum pirou de vez!

Por falar em arremesso de palhetas, a mais nova mania da galera é dar porrada nas mesas. E por incrível que pareça, essas porradas estão fazendo um enorme sucesso. Acabei de receber um email do empresário da banda baiana Timbalada, super interessado na sonoridade nagô de nossas mesas, tanto que até encomendaram duas ou três para o próximo carnaval de Salvador. Aliás, fomos convidados também para a cerimônia da lavagem das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.


Valeu, América!

O Fluteblog existe desde 2001, se não me engano, e nunca destaquei conquistas de atletas que não fossem do Fluminense. Não por descaso, por não dar importância ou coisa parecida. Algumas vezes fui criticado por isso, mas sempre dei preferência para os atletas que jogam conosco. Cada Departamento tem seu próprio blog, e na minha opinião não faz muito sentido falar de outras conquistas aqui.
Agora resolvi abrir uma exceção. Tenho a maior honra em dedicar um post ao América.
Americanos, parabéns pelo título, pela forma como vocês se dedicam, e tratam o futebol de mesa. Vocês mostraram que também se vence com dignidade, honestidade e respeito ao adversário. E vencer assim é muito, mas muito melhor. Sem contar na cordialidade, ao abrir espaço para botonistas de outras agremiações, inclusive eu, para bater uma bolinha às quartas feiras.
Milton, parabéns pela conquista, pela sua forma de pensar e agir. Sou seu fã, você sabe disso. O título ficou mesmo em ótimas mãos.

Por falar em América, aqui também vai um recadinho para o Gabriel:

Filhote da Vovó, da próxima vez em que você pensar em anunciar para todo mundo que o pombo está morto, lembre-se de que do outro lado da mesa existe um botão chamado Romário.


Opiniões Tricolores:

Segunda-feira, Novembro 01, 2004


Para bom entendedor, pingo é letra...

Paulo Goulart, Edevaldo, Tadeu, Edinho e Rubens Galax; Delei, Gilberto e Mário; Robertinho, Claudio Adão e Zezé.
Essa foi a escalação do meu time de botão durante muito tempo. Tadeu e Edinho eram os becões. Gilberto e Zezé eram os craques. Gilberto era um botão vermelho e branco, muito bonito, e que gostava de fazer gols a meia altura. Zezé era um botão azul claro, de apenas uma camada, que ficava escondido na ponta esquerda, fugindo da marcação. Zezé vivia fazendo gols por cima do goleiro, mas sua especialidade mesmo eram os gols de bicicleta.
Para quem não sabe, gol de bicicleta é aquele em que o chute é dado com o botão virado de cabeça para baixo. Meu pai ficava indignado, achava aquilo um absurdo, principalmente por que nesses lances não existia falta, mas eu não estava nem aí. Na regra em que eu jogava valia, então azar o dele.
Bons tempos...
Tempo em que eu saía do colégio e ia correndo para casa, pois tinha que preparar a tabela do campeonato carioca que seria disputado depois do almoço. Para desespero da minha avó, eu colocava a mesa de botão no meio da sala, e ali ficava o dia todo, e todo dia.
Nos dias de semana eu jogava sozinho mesmo. Depois que o Junior ficou em recuperação em várias matérias, Dona Lourdes proibiu que ele jogasse em dias de aula. Tanto ele, quanto o Marcos, seu irmão. Mas eu gostava tanto de botão, ficava tão envolvido com aquilo tudo, que nem me incomodava no trabalho que dava ter que chutar e preparar o goleiro ao mesmo tempo. O que eu queria mesmo era jogar botão.
É claro que o Fluminense venceu 99% dos campeonatos que organizei (esse 1% era para dar credibilidade para a competição), e que o Flamengo e o Vasco foram rebaixados uma ou duas vezes, mas eu não tinha culpa se o Zico e o Roberto Dinamite sempre "prendiam" na hora dos chutes decisivos. Aliás, era impressionante como o Zico "amarelava" quando jogava contra o Goytacaz.
Apesar de adorar disputar os meus campeonatos estaduais, eu contava os dias para chegar logo a sexta-feira. Sexta era dia de campeonato com a galera do prédio. Era só acabar o Globo Esporte, que todos corriam para o sexto andar. Eu, Marcos, Junior, Fernando, Antônio, Marco Antônio e Alexandre.
Marcos era o mais velho da turma, e era o meu maior rival. Fazíamos quase todas as finais, e nossos jogos sempre foram super equilibrados. Naquela época eu não era a "carne assada" de hoje. Um dia eu ganhava, outro dia era ele, e de vez em quando, muito de vez em quando, o time da Alemanha do Fernando conseguia alguma coisa.
E foi assim durante muito tempo. Éramos amigos de verdade, e apesar da rivalidade, da vontade de vencer comum em qualquer competição, nunca houve uma só briga. Gostávamos de jogar botão, acima de qualquer coisa.
Os anos foram passando, fomos ficando mais velhos, e obviamente os interesses foram mudando. Vieram as responsabilidades, o trabalho, as namoradas... Foi difícil de cair a ficha, mas o botão tinha deixado de ser prioridade em nossas vidas.
Aos 16 anos vim morar na Tijuca, e aí pendurei as palhetas de vez. Meus times, decorados com os nomes dos jogadores caprichosamente cortados do jornal, foram parar no fundo do armário.
Muito tempo depois, 14 anos para ser exato, tive uma enorme e grata surpresa. Eu achava que o velho jogo de botão tinha ficado para trás, e que tinha sido apenas uma brincadeira do pessoal da minha idade, mas quando entrei no Shopping Tijuca e dei de cara com todas aquelas mesas montadas, com jogadores de todas as idades, vi que estava enganado.
Para minha sorte, escolhi logo a mesa em que o Bira estava jogando. Jogando não, dando um show. Estou de prova que ele fez gols de tudo que é jeito. Esse jogo terminou 14 x 0, e o juiz era o Rodrigo Adão, que ficou feito um panaca se fazendo de placar com os dedos, já que o placar da mesa só chegava até nove. É curioso relembrar desse dia agora, pois nunca poderia imaginar que algum tempo depois eles se tornariam meus grandes amigos.
É claro que não perdi mais nenhum dia deste campeonato que a Bola & Botão organizou, e pouco tempo depois eu já estava jogando pela ARFM. Eu, Reynaldo, Jorge Paulo, Rafael, William, Guilherme, Armando... E foi lá que reencontrei a alegria de jogar botão, aquela mesma alegria que eu sentia quando organizava os campeonatos lá do prédio.
Alegria esta que estou perdendo com o passar do tempo. Se conheci pessoas que admiro muito, e que tenho o maior prazer de conviver, não só jogando botão, por outro lado quero distância de outras. Não tenho mais estômago para certas coisas.
Durante muito tempo pensei que o futebol de mesa fosse um esporte privilegiado, imune a qualquer tipo de vaidade, intrigas, falsidade e até armações. Pensei que só fosse encontrar pessoas como o Marcos, Junior, Fernando e cia ltda, mas acho que fui ingênuo. Não estou querendo criar qualquer tipo de polêmica, e muito menos colocar mais lenha na fogueira, mas é muito difícil escutar certas coisas, e tomar conhecimento de outras sem ficar indignado. Não estou acostumado com tanta hipocrisia e cinismo.
"Esquema"? Não preciso conviver com isso.
Bons tempos, onde a maior malandragem que existia era ganhar o par ou ímpar, e escolher o lado que ficava perto da porta da casa da Dona Lourdes. Quando acabavam os campeonatos, todos corriam para lá, e o primeiro a chegar sempre tinha o direito de comer o primeiro pão com mussarela derretida que só ela sabia fazer.
Para bom entendedor, pingo é letra.


RANKING INTERNO PEGA FOGO!

Falando de coisas boas, Felipe foi o grande campeão da Taça Torben Grael. Com esta conquista, Felipe se aproximou de Reynaldo na briga pelo ranking interno, faltando apenas mais um campeonato para o fim da temporada. A diferença entre eles agora é de apenas 11 pontos, e já que o próximo será de nível A, Felipe ainda tem grandes chances de ganhar essa parada.
A segunda colocação da Taça Torben Grael ficou com Flávio, e a terceira com Rafael Assunção.


SE GRITAR, PEGA LADRÃO!

Não adianta, o Macabro chegou para ficar. Fomos criticados, ridicularizados e até viramos motivo de piada, mas o que começou como brincadeira, se tornou a maior sensação do futebol de mesa tricolor.
Na última semana contamos com 10 pessoas, recorde absoluto, e como não poderia faltar, tivemos gritos, ofensas, acusações, roubos e muito mais.
Polêmicas então, nem se fala. Veja esta:
No 11° toque, William ajeita a bola na meia lua, prontinha para o chute, mas não fala nada, apenas se preocupa em levantar seu goleiro que está caído. Nisso o relógio apita. Rafael alega que William não pediu o chute. William, indignado, alega que era óbvio que ele iria chutar, pois já era o 12º toque, e a bola estava ótima para o arremate. Rafael reclama, e é chamado de ladrão. William diz que nunca mais levará sua carteira de dinheiro para o CT...
E aí, quem tem a razão?
(os nomes dos personagens são fictícios, pois os mesmos preferiram o anonimato).


Por ironia do destino, a faculdade de Jornalismo não está me deixando escrever aqui, como eu realmente gostaria. Minha vida está super corrida, e às vezes não tenho tempo para nada. Mas eu prometo que me lembrarei de todos vocês quando a fama chegar.


E o nome do nosso último campeonato? Votos no Fluteblog, por favor.


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