Fluteblog
Opiniões Tricolores:

Quinta-feira, Junho 23, 2005


SOU TRICOLOR DE CORAÇÃO

É... Ainda não foi desta vez. Mas apesar de estar extremamente triste com o resultado, estou com o Abel. Não foi um dis negro para a história do Fluminense. E a própria torcida sobe reconhecer isso.
Se o título não veio, pelo menos assisti uma das maiores provas de amor que uma torcida pode dar ao seu clube. Os aplausos ao final do jogo, e o hino cantado como se estivéssemos vencido o campeonato, ficará na memória de todos. Principalmente dos jogadores, que chegaram a dizer que a torcida do Fluminense é realmente diferenciada.
Apesar da derrota, fiquei orgulhoso. Não posso crucificar o melhor time que passou nas Laranjeiras desde os tempos de Paulo Victor, Romerito, Assis e cia. Não posso crucificar um time que me deu as maiores alegrias, dos últimos 10 anos. Apesar da frustração, não posso crucificar o time que devolveu a dignidade para a torcida tricolor, perdida desde o final da década de 90. Não vou crucificar o time, como alguns falsos tricolores, terroristas, estão fazendo, que nos devolveu a alegria de desfilar com a camisa tricolor pelas ruas, se sentindo o melhor, como se mais nada importasse. Apenas a alegria de se sentir Fluminense.

Estou triste, mas valeu. Valeu pelo time, valeu pela campanha, valeu pela torcida. Valeu pelas mensagens aqui no blog. Mais de 500 comentários. Ainda teremos muitas alegrias, tenho certeza disso. O futebol é assim mesmo.


CAMPEÃO DE INVERNO

PRIMEIRO TURNO DO TROFÉU FRANCISCO HORTA TERMINA
COM REYNALDO NA LIDERANÇA

Com o fim da Copa do Brasil e daquelas consecutivas partidas decisivas que estavam nos perseguindo (Graças à Deus), desde aquela disputa de penaltis contra o Vasco, acho que vou poder descansar um pouco. Pelo menos espero. Já que o Campeonato Brasileiro está apenas começando, vou me dar ao luxo de me desligar um pouquinho e seguir os conselhos de minha mãe. Ela diz que me envolvo muito com o Fluminense e que isso não está me fazendo bem, e que preciso aproveitar o momento e colocar os nervos no lugar, literalmente.
Coitada, ela está preocupada comigo. Tirando o dia que chorei lendo uma matéria do Fluminense no jornal, na manhã da decisão, não sei o motivo de tanta preocupação.
Mas quero descansar mesmo, estou mentalmente esgotado. Pelo menos meu Atenolol acabou, e não tenho nenhuma pretensão de repor o estoque.
Alguém acredita nisso? Nem eu.

Mas já que é vida que segue, e já que a fila tem que andar, que tal voltarmos aos nossos campeonatos internos de futebol de mesa? O Troféu Francisco Horta está a todo vapor e talvez seja um dos mais equilibrados e emocionantes dos últimos tempos, tanto que ainda ninguém conseguiu se manter na ponta por duas semanas consecutivas.
Considerado de nível A, o campeonato que é de pontos corridos, com ida e volta, já teve seu primeiro turno encerrado. Por enquanto Reynaldo está na liderança. Especialista nestes tipos de campeonatos, o provável substituto de Parreira na Seleção Brasileira está com 34 pontos, dois a mais que Márcio, o segundo colocado.
Marquinhos é outro que faz uma excelente campanha. Com 30 pontos, empatado com Luiz Claudio mas na vantagem pelo número de vitórias, nosso Federer mirim é o terceiro colocado na tabela.
Estimulado com a grana que está rolando solta nos Correios, Rosenildo vem logo atrás na 5ª colocação, com 28 pontos, seguido por Ricardo, com 27.

Vejam abaixo a classificação completa:

1º - Reynaldo: 34 pontos
2º - Márcio: 32 pontos
3º - Marquinhos: 30 pontos (10 vitórias)
4º - Luiz Claudio: 30 pontos (9 vitórias)
5º - Rosenildo: 28 pontos
6º - Ricardo: 27 pontos
7º - Rodrigo: 25 pontos (8 vitórias)
8º - William: 25 pontos (7 vitórias)
9º - Felipe: 24 pontos (8 vitórias)
10º - Villano: 24 pontos (7 vitórias)
11º - Prata: 14 pontos
12º - Fernando: 12 pontos
13º - Rafael: 10 pontos (saldo -13)
14º - Antônio: 10 pontos (saldo -14)
15° - Geraldo: 9 pontos
16º - Sarmento: 7 pontos


A MORTE DA GALINHA

Luiz Claudio e Felipe se enfrentariam numa partida válida pela 15ª rodada do Troféu Francisco Horta, a última do primeiro turno. Depois de início muito ruim, Felipe vinha em franca recuperação no campeonato, se aproximando cada vez mais dos líderes, a cada rodada que pessava.
Luiz Claudio também teve um início instável, mas depois de algumas vitórias importantes, já se encontrava na 5ª colocação e defendia uma invencibilidade de 8 jogos. Seis vitórias e dois empates, na sequência.
O jogo começou no maior clima de cordialidade, como sempre foi. Felipe, o favorito, começou dominando completamente as ações, como era de se esperar. Marcação fechadinha e jogando bonito, não encontrou dificuldades para abrir o placar. Luiz Claudio, jogando muito mal, se limitava a arriscar seus chutes descalibrados do meio campo, só para variar. Ora acertava na barriga de Felipe, ora no pé do goleiro. Tudo estava dando errado.
Pouco tempo depois, Felipe aumentar o placar para 2 x 0, e foi assim que acabou o primeiro tempo.
Fernando, que jogava na mesa ao lado, se deliciava com a superioridade de Felipe, e ainda queria mais. Queria que essa superioridade se transformasse em massacre.
Além da vantagem no placar, Felipe ainda daria a saída no segundo tempo. Melhor impossível. Defesa aberta pela direita, Felipe chega perto da área e diz:

"Vou te dar uma chance. Vou chutar do 5º toque."

Luiz Claudio sorri, prepara o goleiro, mas não teve jeito: 3 x 0. Fernando vibra, tanto que abandona o seu jogo e muda o placar antes mesmo de Felipe, numa clara provocação a Luiz Claudio.
E Felipe se empolga:

"Fernando, fique tranquilo. Acabei de matar a galinha!"

Ele não poderia ter sido mais infeliz na declaração. Foi aí que uma overdose de ânimo baixou em Luiz Claudio. Com o orgulho ferido ele responde:

"Felipe, torça para que o Romário não faça esse gol de saída. Você vai tremer!"

Dito e feito:

"1, 2, 3... prepara!"

E o chute, antes descalibrado, foi morrer dentro do gol. 3 x 1.
Felipe riu, ainda duvidando da tão improvável reação. Ele deu a saída, desta vez pela esquerda. Saída perfeita, mas ao chutar, a bola bate caprichosamente na trave e sai pela lateral.
Motivado, e vendo o time adversário desarrumado no meio campo, Luiz Claudio corre. Bola rumo ao grande círculo, mas ao dar aquele último toque ante do chute, a bola perde um pouco a direção. Mas não faz mal:

"Prepara!"

Lá dentro! Bola por cima do goleiro. 3 x 2, e aquele risinho de deboche se transformou em preocupação. Mas nada de desespero, pois a vantagem ainda era grande. Bastava um golzinho na saída para que Felipe acabasse de vez com a graça de Luiz Claudio. Mas o problema estava justamente aí. Mais um ataque, e mais uma bola no goleiro. O terceiro ataque perdido por Felipe. Luiz Claudio foi buscar uma bola praticamente perdida no campo adversário e depois de trabalhar a jogada, chutou da meia lua, no 12º toque. 3 x 3.
Felipe simplesmente não acreditava no que estava acontecendo, enquanto Fernando não escondia seu desapontamento.
Mas ainda tinha jogo. Felipe deu sua 4ª saída consecutiva, já meio atordoado. Bola pra cá, bola pra lá e na hora do chute... GOLEIRO! Luiz Claudio, já cheio de moral, já sonhava com a vitória. 1, 2, 3... bola no meio de campo...

"Prepara pro Romário!"

Sabem o que aconteceu? Filó! Virada sensacional, 4 x 3. O quarto gol em quatro chutes, depois do "assassinato" da galinha.
E o jogo terminou assim? Na na ni na não! Ainda tinha tempo, e o Filho do Dono poderia perfeitamente empatar a partida. O problema, coitado, era que ele já estava com a síndrome da gripe do frango. Ciscou, ciscou, ciscou e perdeu o gol novamente. Luiz Claudio, determinado como nunca, partiu para o ataque e com a precisão de uma águia liquidou o jogo. Mais um golaço sobre o já nocauteado pintinho. Final 5 x 3.
Luiz Claudio comemorou com socos no ar, ao melhor estilo Pelé. Emocionante. E desta história ficou o seguinte:

Felipe matou a galinha, mas esqueceu o Pombo vivo. Mais vivo do que nunca.


NENSE! NENSE! NENSE!

Minha bandeira continua na janela. Com muito orgulho.



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