Fluteblog
papo tricolor:

Sexta-feira, Maio 26, 2006


INVENCÍVEL

MARCELL CONQUISTA QUATRO CAMPEONATOS SEGUIDOS
E FAZ HISTÓRIA NO FLUMINENSE

Já perdi a conta de quantas vezes me desculpei por não atualizar o blog como deveria. Aliás, vocês já devem estar cansados de todas essas desculpas, eu sei. Já aleguei falta de tempo, falta de paciência, falta de inspiração, falta de computador, sei lá... Falei tanta coisa que nem me lembro mais.
Mas mesmo sabendo que vocês não me levam mais a sério, me sinto na obrigação de me justificar. Desta vez pensei até em colocar a culpa no PCC, e nos atentados lá de São Paulo, mas tenho certeza que vocês não iriam acreditar. Nem mesmo se fosse o Rodrigo (quem?) contando. Então achei melhor contar a verdade. Desta vez o problema foi falta de tempo-paciência-inspiração-computador. Tudo ao mesmo tempo. Enfim, uma tragédia total. Para minha sorte, já faz tempo que o Fluteblog tem vida própria, e hoje em dia não faz muita diferença se escrevo ou não. A galera comparece do mesmo jeito, o que me deixa muito feliz, orgulhoso, e aliviado.

Mas falando do que realmente interessa, o que falar do Marcell?

A única coisa que posso dizer é que ele tá tirando uma onda sem tamanho no Fluminense. Onda não, o cara já tá tirando uma Tsunami.
Além de vencer a Taça Denílson e a Taça Hugo Carvana, em seus dois primeiros campeonatos disputados, Marcell ainda venceu o Troféu Altair, e mais recentemente a Taça Zezé Moreira. Resumindo, quatro títulos em quatro campeonatos disputados. Um fato inédito no Fluminense. Impressionante.

Não vou ficar aqui contando como foram os campeonatos, quem ganhou de quem, quem fez mais gols, e etc, até porque nem faria mais sentido depois de tanto atraso. Agora, o que importa realmente é destacar a excelente fase de Marcell, e que à partir de agora a Galera do Caldo Verde (Carne Assada é coisa do passado), fará de tudo para impedir um novo triunfo de Dom Romero. Entre uma couve e outra, andam dizendo que o próximo campeão será nosso grande amigo Antônio Comendador. É esperar para ver.

Pensando bem, também não posso deixar de falar sobre Felipe, o Pintinho Amarelinho mais amado do Brasil. Nos dois últimos campeonatos conquistados por Marcell, Felipe foi vice-campeão, mostrando que tudo está no seu lugar. Graças a Deus.


Mudando completamente de assunto, esses dias eu estava dando uma olhada na revista Época até que achei um concurso (não sei se concurso é a palavra mais adequada) que achei bem interessante.
Você deve mandar um texto sobre um jogo da seleção brasileira que tenha marcado a sua vida. As cinco melhores histórias ganham R$ 300 cada, além de serem publicadas na revista, é claro.
Não perdi tempo e já mandei a minha. O problema é que eles deram um limite de apenas 1.500 caracteres, e do jeito que sou detalhista, não deu nem para o começo. Sofri para conseguir. Não ficou do jeito que eu gostaria, mas agora já era.

Resolvi colocá-la aqui no Blog, e aí vocês falam se tenho alguma chance, ou se esta história não vale um tostão furado. Ah, vale lembrar que esta história é 99% verdadeira.

"Rio, 1982.

Como qualquer menino de 12 anos, curtia, de fato, minha primeira Copa do Mundo. Apesar de já ser louco por futebol, e completamente apaixonado pelo Fluminense, pela primeira vez sentia a emoção de realmente estrear como torcedor da seleção brasileira.
Mas como eu poderia demonstrar muito entusiasmo pelo time de Zico, Leandro e Junior, supercraques do Flamengo? E a rivalidade?

Dia de Brasil x Itália, no Sarriá. Tive uma idéia. Fiz valer a rebeldia típica da idade, e resolvi assistir a partida usando o uniforme da Esquadra Azzurra, só para contrariar.
Supersticioso, já estava sentado na cadeira da sorte, aquela que me salvava quando via o Flu em apuros, quando saiu o primeiro gol italiano. Caí na gargalhada. Apesar do susto, é claro que o Brasil venceria a partida. Pelo menos deu para brincar com os amigos.
Gol do Brasil, tudo sob controle. Eu sabia.

Logo depois, Paolo Rossi marcaria o segundo gol. A brincadeira já estava começando a perder a graça, mas não perdi a pose. Eu tinha que manter minha fama de mau.
Gol! Falcão! Novo empate. Respirei aliviado, sem que ninguém desconfiasse.

Mas o improvável aconteceu. Gol. Novamente Paolo Rossi. O gol da nossa eliminação. O gol que marcaria toda uma geração. Fiquei sem reação. Pela janela, vi torcedores sentados no meio fio, chorando, decepcionados, rasgando suas bandeiras. Meu Deus, o que eu fiz? Olhei para a cadeira da sorte e me senti culpado. Infelizmente ela me ajudou mais uma vez. Ela não sabia que eu estava brincando."


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