Fluteblog
bate papo:

Segunda-feira, Julho 30, 2007


EU VIVI ESTA ENERGIA!

Apesar de ter acompanhando diariamente todas as notícias sobre as construções dos ginásios e complexos esportivos, e de participar ativamente da contagem regressiva para o início do Pan, confesso que não me entusiasmei muito em assistir aos Jogos de perto. Já tinha me convencido em ficar quietinho em casa, vendo tudo pela televisão, com direito a pipoca e coca-cola. Até gosto de vôlei e basquete, por exemplo, apenas não me animei mesmo. Só não me perguntem o porquê.



Comecei a perceber que alguma coisa estava errada no dia da abertura dos Jogos. Vi várias e várias pessoas indo para o Maracanã. Algumas enfeitadas, outras com bandeiras nas mãos. Muitas vestindo a camisa da seleção brasileira, outras com as camisas des seus clubes de coração, mas acima de tudo, todo mundo demonstrava muita felicidade em estar participando, mesmo que indiretamente, destes Jogos Panamericanos.

A partir daí começou a me dar uma certa frustração em não estar participando desta festa. Já que eu não tinha ingressos, e mesmo que eu quisesse não conseguiria mais, principalmente para o vôlei e basquete, teria mesmo que me conformar em ficar assistindo as transmissões pela televisão. Até aí tudo bem. Não era nenhum jogo da Copa do Mundo mesmo... Foi chegando a hora da festa e resolvi assistir na casa de meu pai, que mora quase em frente o Maracanã. Para se ter uma idéia, da varanda do apartamento vejo quase todo o anel superior do estádio. De certa forma, foi uma maneira que encontrei de estar um pouco mais perto de tudo.

Começa a festa e eu fico plantado em frente à tv. Entre um petisco e outro, fico hipnotizado vendo tudo aquilo. Que festa linda. Me deu até um certo constrangimento em não acreditar que um dia minha cidade pudesse proporcionar um espetáculo deste nível. Na verdade eu tinha medo que alguma coisa não desse certo, que a tocha olímpica não acendesse, que o trocassem o hino, sei lá... O Rio de Janeiro passa por um momento tão delicado, uma "zica" tão grande, que só faltava um mico desses para que nossa imagem fosse por água abaixo de vez. Graças a Deus deu tudo certo. Me emocionei várias vezes durante a cerimônia, vibrei a cada coreografia e corria para a varanda, feliz da vida, toda vez que os fogos estouravam no céu. Mesmo sabendo que ainda faltavam 15 dias para o fim dos jogos, e que ainda faltava muita coisa para falar do sucesso do evento, depois de muito tempo voltei a ter orgulho de ser carioca. Pode até parecer bobagem, mas isso me fez muito bem.



Voltei para casa orgulhoso, feliz, mas frustrado. Eu não estava ali, e nem estarei em lugar nenhum. Eu tinha deixado o Pan passar debaixo do meu nariz. Bem feito. Quem mandou não acreditar?

Foi aí que a história começou a mudar. No dia seguinte pela manhã recebi a ligação do Maurício, um grande amigo, que comprou ingressos para todos os esportes possíveis e imagináveis, perguntando se eu não estava querendo assistir Brasil e Canadá, pelo handball feminino, lá no Riocentro.
Handball feminino? Fala sério! Eu achava handball o esporte mais chato de todos os tempos. E nem sabia como um esporte daqueles poderia ser olímpico. Resolvi aceitar, não pelo esporte, mas para amenizar um pouco minha frustração. Pelo menos eu teria alguma coisa do Pan. Daqui a 50 anos eu poderia dizer que tinha visto alguma coisa, mesmo sendo handball.



Chegando lá, as coisas começaram a mudar. Vi as mesmas pessoas enfeitadas, orgulhosas com a camisa da seleção brasileira. E eu, ainda mais orgulhoso, com a camisa do Fluminense. Comecei a entrar no clima. Chegou a hora do jogo e até aí eu ainda estava lá pelo evento, e não pelo esporte. De repente aconteceu uma coisa estranha. Não sei o que me deu, mas acho que baixou um caboclo pacheco em mim e comecei a torcer como se fosse meu time de coração. Vibrava a cada gol e pedia marcação a cada ataque do adversário. Muito legal. Fiquei tão empolgado que pedi pênalti várias vezes. Pênalti? Pênalti não. É tiro de sete metros, me corrigiu uma torcedora mais entendida. Saí de lá como se fosse um dos maiores entendidos de handball.

Meu entusiasmo fez com que eu ganhasse mais um presente. Maurício, sempre ele, disse que eu não poderia ficar de fora do vôlei feminino, que seria disputado à noite no Maracanãzinho. Grande presente! Que ginásio! Que estrutura! Eu não me perdoaria em ficar de fora desta festa. A partir daí eu decidi que iria tentar assistir qualquer coisa. Até mesmo um esporte que eu nunca me imaginaria pagando ingresso para ver. Tanto que no dia seguinte voltei ao Maracanã para comprar ingresso para qualquer esporte que o Brasil estivesse presente. Por mais estranho que fosse. Consegui o pólo aquático, no Júlio Delamare e, acreditem, caratê, no Miécimo da Silva, lá em Campo Grande, numa quinta-feira de manhã. Não importava a distância, nem o lugar. Durante 15 dias eu era Pachecão. Tudo pelo Brasil.



Vibrei a cada gol do Brasil nas piscinas e comemorei a cada golpe certeiro nos tatames. Aliás, tô entendendo tudo de caratê, tanto que anunciava os pontos antes mesmo deles serem computados no placar. Ou vocês não sabem o que é um todome-waza?

Além disso, ainda tive o privilégio de assistir a medalha de ouro no handball (um dos meus esportes preferidos) masculino, e um dos últimos jogos da Janeth vestindo a camisa da seleção brasileira. Sei que ainda foi pouco, mas saí feliz deste Pan. Acho que fiz a minha parte. Vibrei, cantei, me emocionei... Torci pelo Brasil como nunca tinha torcido na minha vida. Nem mesmo no futebol. E mais, continuo com o maior orgulho do mundo em ser carioca. Espero que este Pan tenha contagiado não só a mim, mas a toda esta cidade, a todo este país. Pode até ser utopia, mas que estes Jogos Panamericanos se tornem um realmente um marco em nossas vidas e que possamos viver felizes para sempre, sem violência, sem corrupção, etc, etc, etc... Talvez só falte boa vontade para isso.



Agora eu só não sei dizer o que será da minha vida sem o Pan. Como eu vou viver ser a mistura de choro de tristeza e alegria da Jade, a emoção do Diogo Silva no pódio, e de uma das voluntárias que chorou muito ao ouvir o hino brasileiro, na premiação do Diego Hipólito. Aliás, não ouvi nenhum comentário a respeito disso, mas esse foi um dos momentos mais bonitos do Pan. O que eu vou fazer sem a vibração do vôlei masculino (palmas para o Marcelinho!), sem o talento da Marta e de todo o time feminino de futebol, do Thiago Pereira, Rebeca e toda a natação, das palmas e dos gritos do Jadel Gregório, enfim, como vou conseguir viver sem a emoção de acompanhar diariamente todos estes heróis?

Existe vida após o Pan?



Eu só sei de uma coisa: Nas Olimpíadas de 2016 não estarei assistindo aos Jogos pela tv. Estarei presente em todos os esportes que eu puder ir. Não com pipocas e coca-cola. De preferência com palomitas e uma gaseosa bem gelada.

Como a fila tem que andar, nada mais justo do que anunciar que Reynaldo ganhou a Taça Renato Gaúcho com sobras. Aliás, foi mais fácil do que o ouro do vôlei masculino. Para se ter uma idéia, ele já poderia ter subido no pódio com três rodadas de antecedência, mas já que o espírito olímpico falou mais alto, ele preferiu aguardar a presença dos outros medalhistas. Sorte de Marquinhos, que foi o vice-campeão, e Rosenildo, o terceiro colocado, que conseguiu seu segundo troféu consecutivo.

Agora estamos disputando a Taça Flávio Canto, que não teve muita sorte neste Pan, mas que merece todas as medalhas de ouro do mundo só pelo fato de ser tricolor.

bate papo:

Terça-feira, Julho 17, 2007


GUERRA É GUERRA

COLUNA DO DICK

Não há o que falar.

Depois de uma longa ausência - período marcado pelo declínio técnico dos melhores jogadores da Liga - e de uma rodada onde o tal de Puro Malte e o Fluteblog foram os maiores pontuadores, dando um torcicolo no pescoço da lógica, não há o que falar...

Portanto, vamos pular essa parte e partir direto para a classificação atualizada, mostrando apenas aqueles que estão com mais de 500 pontos no campeonato:

• O líder ainda é o Mels com 627,54 pts, seguido bem de perto pela Gang com 620,21 pts.
• A Máquina é o 3º com 594,31 pts, seguido ainda de longe pela dobradinha formada pelo Fluteblog com 539,93 pts e pelo tal de Puro Malte com 538,60 pts.
• No terceiro bloco o Bacalhau aparece em 6º com 527,11 pts, em 7º o Banfield com 520,22 pts, em 8º o Mokifo com 517,92 pts e em 9º o Maldini com 517,19 pts.
• Fechando a série, temos o Carro 00 com 507,71 pts na 10ª posição, o Database com 507,48 pts na 11ª, o Galácticos com 505,02 pts na 12ª, o Estrelão com 504,01 pts na 13ª e o BBR com 501,96 pts na 14ª.

Depois de amanhã já tem jogo, não deixem de escalar os times.

E o artilheiro do povo vai desbancar o goleiro da elite...


COLUNA DO GG

Ha ha... risos... hahaha... muitos risos... hahahahahahaha... incontáveis risos...

Vocês acham que estou rindo desse jeito por causa da medalha de ouro que o Brasil conquistou neste domingo? Ou então por causa do baile que demos em nossos hermanos? Nada disso... Volei? Pan? Negativo... Estou rindo por causa do maior evento esportivo de todos os tempos. Viva o Cartola!

Portanto, vamos pular essa parte e partir direto para a classificação atualizada, mostrando apenas aqueles que estão com mais de 507,72 pontos no campeonato:

• O líder ainda é o Mels com 627,54 pts, seguido bem de perto pela Gang com 620,21 pts.
• A Máquina é o 3º com 594,31 pts, seguido ainda de longe pela dobradinha formada pelo Fluteblog com 539,93 pts e o Puro Malte com 538,60 pts.
• No terceiro bloco o Bacalhau aparece em 6º com 527,11 pts, em 7º o Banfield com 520,22 pts, em 8º o Mokifo com 517,92 pts e em 9º o Maldini com 517,19 pts.
• Daí para baixo, prefiro não comentar.

Depois de amanhã já tem jogo, não deixem de escalar os times.

E o artilheiro do povo vai desbancar o goleiro da elite...


bate papo:

Segunda-feira, Julho 02, 2007


ORGULHO DE SER CARIOCA



COLUNA DO DICK

Mesmo contrariando o Sr.Chamas, o Cartola continua cada vez mais emocionante.
A nova polêmica é o Assistente. Quem usa, quem não usa, é vantagem ou não?

Não sei se todos sabem, mas o Assistente trabalha poucos minutos depois do fechamento do Mercado, substituindo os jogadores sem a marcação de “provável escalação” por outros, com a marca “verde”, dos times selecionados pelos participantes que optaram por usar tal opção na rodada.
Portanto, para quem contratou o Assistente na última 5ªfeira, a escalação visualizada às 18:31H era diferente da definitiva, cuja visualização foi disponibilizada logo após a efetivação das alterações.
Dentre os dez melhores colocados da Futbliga, pude verificar que apenas três passaram por este processo, nem tão doloroso como alguns que choram por antecipação procuraram prever: o assistente da Máquina propiciou um saldo positivo de 3,20 pontos, o do Bacalhau de 2,40 e o Database, graças ao assistente, fez 14,60 pontos a mais!

E quem mandou cutucar Pombo com vara curta, lá vem o Fluteblog aí gente...

Os sete primeiros colocados são os mesmos da rodada anterior, mas todos mudaram de posição:
O líder é a Máquina, com 435,57 pts, trocando de lugar com a Gang, agora com 433,20 pts e seguido pelo Mels, maior pontuador da Rodada, com 407,49 pts.
O Mokifo pulou para 4º, com 395,78 pts, aparecendo em 5º o Bacalhau, com 389,09 pts, em 6º o Carro 00, com 373,71 pts e em 7º o Database, com 369,52 pts.

Cinco equipes fecham o grupo dos 350 pontos:
O Maldini é o 8º, com 358,42 pts, o Canto do Rio é o 9º, com 358,23 pts, o Fluteblog é o 10º, com 353,34 pts, o Sangue é o 11º, com 351,38 pts e o tal do Puro Malte finalmente aparece em 12º, com 350,96 pontos.


Fiquem ainda mais atentos, a próxima rodada fecha amanhã e tem artilheiro novo na parada...

Galera, já mandei fazer a minha camisa...

Engenhão: bonitinho, mas ordinário.

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