Fluteblog
bate papo:

Quinta-feira, Agosto 23, 2007


* Possibilidade de um meteoro colidir com o planeta Terra, num domingo à tarde, exatamente no mesmo momento em que o Somália está marcando um gol de bicicleta no Maracanã: 1 em 1 trilhão.

* Possibilidade de um raio cair 7 vezes na sua cabeça, em ano bissexto, sendo que nessas 7 vezes você esteja usando um boné vermelho com bolinhas amarelas: 1 em 1 trilhão.

* Possibilidade de você ser atropelado por um fusquinha cor-de-rosa, dirigido por um negão, na estrada que te leva a Sergipe, quando na verdade você estava indo para Itaipava, jogar uma simples partida de botão: 1 em 1 trilhão.

* Possibilidade do Ricardo Fernandes ser campeão: ...


CUIDADO! ESTAMOS CORRENDO
UM SÉRIO PERIGO!


Amigos, toda vez em que o Somália for jogar no Maracanã, num domingo a tarde, comecem a rezar. Por favor, nunca mais usem esse boné vermelho com bolinhas amarelas, principalmente em 2008 e em dias de chuva. Se você der de cara com um fusquinha cor-de-rosa, pode começar a preparar seu testamento.

O mais difícil já aconteceu...

RICARDO DESENCANTA E CONQUISTA SEU PRIMEIRO TÍTULO, APÓS 45 ANOS DEDICADO AO FUTEBOL DE MESA


É isso mesmo... Pasmem.

Depois de muitos e muito anos dedicados ao futebol de mesa com muito amor e dedicação, o milagre aconteceu. Finalmente Ricardinho (foto abaixo) sentiu o gosto de um título ao vencer a Taça Flávio Canto, nesta última terça feira.

Tudo bem que essa conquista teve uma enorme participação da Máfia da Carne Assada, que conseguiu montar uma falsa blitz no Túnel Rebouças para que Reynaldo e Marquinhos chegassem atrasados justamente no dia em que seriam conhecidos os classificados para a segunda fase. Mas como já dizia um amigo meu: cada um com seus problemas.

Eu até já tinha prometido não escrever mais sobre o desenrolar dos campeonatos do Fluminense, até porque eu sei que quase ninguém lê, mas dessa vez serei obrigado a abrir uma exceção. Até porque é muito provável que o Ricardo nunca mais consiga ganhar outra coisa.

Com as eliminações de Reynaldo e Marquinhos, a segunda fase, e consequentemente a disputa do título, ficou restrita a Ricardo, Rosenildo, Climalter, Luiz Claudio, Alan (atual campeão da Adulto Bronze) e Paulo Ex-Quicadinha.

Todos jogariam contra todos em um único turno, e o mais interessante é que, qualquer que fosse o resultado, teríamos um campeão inédito nos internos do Fluminense.
E quando os três remanescentes da Máfia Carneassadeana já comemoravam antecipadamente o pódio e já brigavam entre si para se saber quem seria o futuro campeão, eis que surge Climalter e estraga a parada.

Na primeira rodada, o primeiro golpe: Ricardo e Rosenildo venceram seus jogos, contra Alan e Paulo, respectivamente, mas Luiz Claudio não cumpre o combinado. Vitória de Climalter por 5 a 4.

Na segunda rodada, outro susto: Luiz Claudio fica fora da disputa pelo título ao perder para Rosenildo, Alan e Paulo se complicam ao empatarem entre si e Climalter, sempre ele, apronta mais uma. Vence Ricardo e praticamente se garante entre os três primeiros, para alegria de Rosenildo, que se tornou o grande favorito.

Na terceira rodada, nenhuma surpresa: Rosenildo e Climalter vencem seus jogos e Ricardo continua vivo ao vencer Luiz Claudio por 3 a 0, aumentando ainda mais seu saldo de gols.

A quarta rodada era de suma importância para Ricardo, Rosenildo e Climalter, os únicos com possibilidades de conquista do título. Rosenildo jogaria contra Climalter, no duelo de invictos, e Ricardo jogaria contra Paulo, mas de olho no jogo ao lado, torcendo muito para seu amigo mafioso.

E foi o que aconteceu. Com a vitória de Rosenildo sobre Climalter, Ricardo entrou totalmente no páreo ao vencer Paulo. E mais, devido ao saldo de gols, bastaria vencer Rosenildo na última rodada para conseguir dar, pela primeira vez, e talvez a única, uma volta olímpica.

O jogo foi tenso, emocionante e cheio de provocações. Fim de primeiro tempo e vitória de Ricardo por 2 a 1. Mas ainda era pouco. Ainda faltava um golzinho só... O jogo foi lá e cá e quando faltavam poucos segundos para o fim, com o placar de 4 a 3 para Ricardo, enfim o milagre acontece.

Num venenoso passe da intermediária, onde Zidane olhou para um lado e rolou a bola para o outro, deixando o centroavante livre para marcar, Ricardo faz 5 a 3 e se consagra o grande campeão da Taça Flávio Canto.

Festa nas Laranjeiras e em toda a cidade, como podemos ver abaixo:


bate papo:

Sexta-feira, Agosto 10, 2007


MIAAAAAU!


Certo dia uma funcionária teve a infeliz idéia de levar uma gatinha para a gráfica. Como lá tem um espaço enorme e é aberto, e os gatos são praticamente independentes, desta pequena criatura formou-se uma enorme família. Para vocês terem uma idéia, chegamos a ter 16 gatos de uma vez só. Até então, tirando a despesa da ração e de outras coisinhas mais, até que eles não davam muito trabalho.

Até que o Chiquinho, o xodó da galera, ficou doente e começou a emagrecer de repente. Depois de idas e vindas ao veterinário, descobrimos que ele tinha leucemia felina, uma doença que não tem cura. E não teve mesmo.

Bom, depois da morte do Chiquinho, mais três gatos morreram de forma misteriosa. Num dia o gato estava bom e no dia ele aparecia morto. Envenenamento. Só podia ser. Nesta última terça, reparei que uma gata estava estranha. Não queria comer, não andava e parecia que estava nas últimas.

No dia seguinte, vi a gata na mesma situação, muito mal mesmo. Foi quando resolvi tomar uma atitude. Eu não poderia ver o animal morrer na minha frente e não fazer nada. Peguei a gata e a coloquei numa caixa, com a intenção de ir ao veterinário. Minha consciência falava mais alto. Chegando lá, ao tentar tirá-la da caixa, este pequeno animal moribundo se transformou num enorme tigre dos dentes de sabre. Estressada com a viagem e com o movimento da rua, ela me “atacou” e fugiu pelas ruas do Rio Comprido.

Depois de ter a minha mão praticamente dilacerada por um felino ingrato, resolvi ir ao Posto de Saúde tomar uma vacina anti-tetânica. Só rindo mesmo... Chegando lá, a médica fez uma bateria de perguntas e chegou a conclusão que, por ser um ferimento na mão e pelo simples fato do animal estar desaparecido e por isso não poder ficar em observação, eu me enquadraria num caso grave.

CASO GRAVE? Como assim?

Além da vacina antitetânica, eu teria que tomar mais cinco doses da vacina anti-rábica. Não satisfeita com meu sofrimento, a médica ainda me mandou ir lá ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra, tomar um soro anti-rábico (não confundam com a vacina), já que o animal desapareceu. Por incrível que pareça, somente no Lourenço Jorge existe este soro.

Só que o meu drama não ficaria por aí. Chegando lá, vi a enfermeira preparando quatro seringas.

QUATRO SERINGAS?

Isso mesmo, quatro seringas. Era a dose necessária para o meu caso e para o meu peso. O problema é que eu não poderia mais tomar estas injeções nos braços por causa das aplicações que eu havia tomado mais cedo.
Foi quando a enfermeira me manda tirar a calça e abaixar a cueca, cheia de autoridade, pois as aplicações deveriam ser nos membros inferiores (sic). Nesta hora eu tive que rir. Membros Inferiores era demais...

Mas o meu sorriso durou pouco. Do nada aparece outra enfermeira com a outra seringa na mão.

MAIS UMA???

Isso mesmo... Não seria uma aplicação de cada vez. Nem deu tempo de negociar. Eu me vi com as calças nas mãos, com a cueca arriada, sendo atacado por duas mulheres. Seria muito bom se não fossem injeções. Eu levei duas injeções na bunda ao mesmo tempo!

Quando todo o hospital já ria do meu drama e da minha situação patética, a enfermeira diz o seguinte:

Tá pensando que acabou?

Não, claro que não. Ainda faltavam duas aplicações. Aí ela me manda virar de frente.

VIRAR DE FRENTE??? COMO ASSIM, VIRAR DE FRENTE??? Onde você vai aplicar estas injeções? Ela caiu na gargalhada e me tranqüilizou:

Calma, será na coxa.

NA COXA???

Isso mesmo, na coxa. De repente as duas enfermeiras sadomasoquistas vieram na minha direção com um brilho no olhar e com as seringas nas mãos. E não deu outra...

POOOOOOOORRAAAAAAA!!! Isso dóóóóóóóói!!!

E doeu mesmo. Para meu alívio, eu não precisaria mais levar nenhuma aplicação, mas ainda teria que ficar ali por duas horas, com uma seringa espetada na mão, para o caso de alguma reação ao soro anti-rábico.

Acabei saindo de lá quase às 9 horas da noite. Mas meu novo sofrimento já tem dia(s) e hora(s) marcadas, pois as vacinas ainda não acabaram. Nos próximos dias 12, 16, 23 e 30 de agosto, estarei lá, firme e forte, para tomar o resto das aplicações.

Tirando o fato que não posso sentar direito, e da impressão de ter carregado um Bira em cada uma das pernas, de tantas dores musculares, agora estou bem. Mas ficou a lição:

Quanto mais conheço os gatos, mais eu gosto dos meus cachorros.

Pombo, avestruz, mariposa, gato... Posso ou não posso escrever um livro?

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